Privação de você (dez de setembro)
Estarei consciente de que posso não mais te ter,
Se quer ao alcance da imaginação?
E em decorrência disso não mais a mim reconhecer,
Sofrer com ausência de chão.
Ao provar de você passei a viver
Mais feliz, livre e comigo em paz;
Vivendo de Haikais e de puro querer:
O que mais me satisfaz.
Não sei quais forças, de você, me privam
E transformam o bem em mal,
E de mim te arranca não sem ferir
E de fraquezas me fazer ruir;
Estando assim debilitado, por alguém, tal qual
Pele repleta de cortes, sem que estancar consigam.
Salatiel Pereira
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